sexta-feira, 20 de maio de 2011

BILHETE

Foi-se, como nuvem
levada pelo vento,
  o alegre canto,
  que deu vida
  aos meus dias
e foi meu alento,
 deixando uma ferida
latejando no meu peito.
Chora, a tristeza em mim
   Por que te calarias?
      Em ti, penso,
     da madrugada
à hora em que me deito.
     De mim, levaste
     as alegrias, a paz
         e a poesia.
De ti, ficou-me a saudade,
     este amor que é teu
e estas lágrimas que verto.
                                                                                          CLAUDETTE GRAZZIOTIN

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